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Sequência de Classe - "O Poeta Está Vivo" do Barão Vermelho

A homenagem à Cazuza no mês de combate à AIDS

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Dezembro é o mês do Combate à AIDS em todo o mundo. Aqui no Brasil, pela primeira vez neste ano foi instituído o Dezembro Vermelho, com atividades relacionadas à prevenção do HIV, AIDS e outras doenças que atacam o sistema imunológico.


 Nesta Sequência de Classe especial, a Alpha FM relembra a história de O Poeta Esta Vivo, canção de Dulce Quental e Roberto Frejat composta na época em que Cazuza – então, soropositivo – retornou Estados Unidos após tratar dos punitivos sintomas da AIDS.


Letra e música



 


Cazuza foi diagnosticado com HIV em 1985, mas a cantora/compositora carioca Dulce Quental – sua amiga no cenário pop dos anos 1980só ficaria ciente disso três anos mais tarde.


DULCE QUENTAL: “A letra foi uma espécie de conversa sobre todo o sofrimento que Cazuza estava passando”, Ele tinha acabado de voltar dos Estados Unidos e Denise Barroso (ex-cantora do Gang 90, morta em 1993) me disse: - Por que você não mostra a letra para o Frejat. Ele pode fazer uma bela melodia para a letra”


Na cama da casa dos pais


Em 1988, Cazuza lançara Ideologia, segundo solo LP gravado logo após sua chegada de um hospital de Boston, onde havia sido levado pela família no ano anterior. A crise gerada pelos efeitos do HIV fora a mais poderosa até então.


FREJAT: “Foi o primeiro grande susto que ele passou por causa da doença e foi para Boston se tratar. Eu ainda vivia com meus pais naquela época. Me lembro de sentar na cama e cantar por cima da letra da Dulce. Quando terminei, notei que já estava pronta”.


Despedida artística do poeta




 


Sem Cazuza como líder há três anos, o Barão Vermelho lançou Carnaval, mas o disco ficou pronto antes de O Poeta Está Vivo ser finalizada. A canção só entraria em Na Calada da Noite, LP de 1990.


DULCE QUENTAL: “A canção ficou muito tempo guardada. O produtor do Barão, Ezequiel Neves, resgatou a música e sugeriu o título O Poeta Está Vivo. Ela ainda chamava Moinhos de Vento naquela época”.


Na Calada da Noite foi gravado no Rio de Janeiro, no estúdio Nas Nuvens. Bastante debilitado, Cazuza ainda teve tempo de passar por lá para visitar os amigos e conferir em primeira mão a música composta para ele.


Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, viria a falecer em 7 de julho de 1990, aos 32 anos. Na verdade, o poeta permanece viva até hoje.


 


“Todo mundo é parecido quando sente dor. Mas nu e só ao meio-dia só quem está pronto pro amor”

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