MASP: 50 anos de riquezas artísticas

Inauguração foi marcada pela única visita da rainha britânica Elizabeth II

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Por Claudio Dirani


Em 1968, o Brasil receberia a primeira – e única até hoje - visita da Rainha Elizabeth II. Então com 42 anos, a monarca britânica aproveitou a turnê de negócios pelo nosso país para se tornar uma das figuras centrais da inauguração do Museu de Arte de São Paulo – o MASP – que abriu suas portas na Avenida Paulista, número 1578, em 7 de novembro daquele ano.


Herança de Chatô



Projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, o edifício foi inaugurado durante a administração do prefeito José Vicente Faria Lima para substituir a antiga sede do MASP (aberta em 1947) da rua 7 de Abril, no centro da cidade. A sofisticada – e custosa – missão foi conduzida pelo empresário, político, jornalista, radialista – e até embaixador brasileiro em Londres – Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melloo Chatô – que não chegou a presenciar o evento histórico.


O idealizador do MASP, infelizmente, viria a falecer em 4 de abril daquele ano. Porém, graças à sua influência no governo britânico, ele ainda teve tempo de um último feito: convencer sua amiga real a conhecer o Brasil.


Obra de Winston Churchill




 


Além de ser uma das figuras centrais da Segunda Guerra Mundial, o premiê britânico Winston Churchill foi um talentoso artista. E no dia da inauguração do MASP, a rainha Elizabeth II teve a chance de contemplar uma de suas belas obras: a pintura em óleo Blue Room, Trent Park, criada por Churchill em 1934.


A tela de 51.7 por 36.3, adquirida em 1949, permanece até hoje bem protegida no MASP, ao lado de mais de 10 mil itens. Além de pinturas, sua rara coleção de fotografias, esculturas, vídeos e pinturas chamam a atenção de milhões de visitantes há cinco décadas.


@lphaFM

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