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Mallu em cinco discos

A trajetória da cantora – de “Tchubaruba” a “Vem”

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Mallu Magalhães surgiu como um fenômeno da Internet. Seu single Tchubaruba logo invadiu as emissoras de rádio em 2008, atraindo milhares de fãs ao (hoje extinto) Studio SP, onde abriu para o Vanguart até conquistar rapidamente seu próprio espaço.  Que tal conferir agora uma retrospectiva de suas gravações como esquenta para o show de lançamento do álbum Vem no Tom Brasil em 26 de agosto?


Mallu Magalhães (2008)



Produzido pelo excelente Mario Caldato Jr. (Beck, Jack Johnson), o CD é uma obra rara na discografia nacional. Ainda adolescente (16 anos), Mallu canta em inglês como poucas, superando a fase de transição de sua voz. Canções como Get to Denmark, Her Day Will Come e Angelina comprovam sua versatilidade, mostrando-se apta a absorver influências, desde Beatles a Bob Dylan – mas sem nunca abandonar a originalidade que a fez ser apreciada por uma legião de fãs. Rock e folk são as prioridades, mas a menina manda bem também no pop de Vanguart e até no regional lusitano com O Preço da Flor – ambas cantadas em português.


*****  5 +


Mallu Magalhães (2009)



Mallu volta com voz mais firme e madura no segundo disco, que traz mais canções em português. Sai Mario Caldato entra Kassin, outro mago do estúdio, que garante o clima da produção colorida em músicas como Bee On The Grass (que poderia ter sido lançada em 1967) e o reggae Shine Yellow. My Home is My Man é a substituta de Town of Rock and Roll do primeiro disco. Te Acho Tão Bonito é uma modinha no estilo anos 40 que faz a ponte para o terceiro LP. Mutação anunciada. 


**** 4


Pitanga (2011)



Na terceira empreitada musical, Mallu abraça mais os gêneros nacionais e só usa o inglês mesclado ao português, relembrando os primeiros discos da tropicália, como Transa, de Caetano Veloso. Marcelo Camelo entra como produtor e Mallu assume seu lado Nara Leão em temas como Sambinha Bom, Ô, Ana e Olha Só Moreno. A balada In the Morning, tocada ao piano, é uma das melhores novidades e Highly Sensitive relembra um pouco o som do álbum de estreia.


*** 3


Banda do Mar



Em um dos projetos mais interessantes da música nacional dos últimos dez anos, o trio composto por Mallu, Marcelo Camelo e o português Fred Ferreira produziu um álbum divertido e versátil, combinando rock e pop refrescante que funcionou ainda melhor no palco. Mallu contribui com as excelentes Mia, o hit Mais Ninguém, Muitos Chocolates e Me Sinto Ótima.


***** 5


Vem (2017)



Morando em Portugal há dois anos, Mallu retoma sua carreira solo após seis com um álbum dedicado à bossa e ao samba-rock, apresentando canções que lembram o tempo em que Jorge Ben Jor era apenas Jorge Ben. Guanabara, São Paulo e Pelo Telefone são casamentos perfeitos da nostalgia setentista com o novo som de Mallu. Tudo isso somado a arranjos caprichados com metais e percussão de bom gosto.  Gigi é outra joia do CD.


 ****  4 1/2

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